Dados mostram que número de feminicídios é o maior desde 2015 e que a cada 6 minutos, uma mulher é vítima de estupro

A violência contra a mulher voltou a crescer no Brasil, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento revela um cenário preocupante de agravamento da violência de gênero no país, com o maior número de feminicídios registrados desde 2015.

Os dados foram publicados no 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, com dados referentes a 2024. De acordo com o estudo, 1.492 mulheres foram vítimas de feminicídios no ano, o que significa que, em média, quatro mulheres foram mortas por dia no país por razões de gênero.

O perfil das vítimas evidencia desigualdades estruturais. Entre as mulheres assassinadas, 63,6% eram negras, 70,5% tinham entre 18 e 44 anos e 64,3% foram mortas dentro de casa. Em 97% dos casos, os autores foram homens, sendo que oito em cada dez feminicídios foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros.

O anuário também aponta recorde de 87.545 casos de estupro contra mulheres e meninas, o maior da série histórica, o que representa um crime a cada seis minutos no país. A maioria das ocorrências é classificada como estupro de vulnerável — quando a vítima tem menos de 14 anos — representando 61,3% dos casos. Em 65,7% das situações, o crime acontece dentro da própria casa da vítima.

Além disso, o levantamento registra aumento em outras formas de violência, como perseguição (stalking), violência psicológica, assédio sexual, importunação sexual e divulgação não autorizada de fotos e vídeos íntimos.

Os dados reforçam que, apesar dos avanços legais, a violência de gênero continua sendo um problema estrutural no Brasil, sem contar a subnotificação, que pode esconder uma realidade ainda mais grave.

No Mês de Luta das Mulheres, a ADUSC reforça a importância do combate a todas as formas de violência de gênero. Não fique em silêncio! Ligue 180 e denuncie.

Confira o Anuário completo.

Com informações do projeto Autossustentável