Na última semana, a comunidade baiana tomou conhecimento de um acidente ocorrido durante uma aula prática do curso de Química da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). O episódio deixou estudantes hospitalizados e levou a instituição a abrir um processo de investigação para apurar o ocorrido. A ADUSC, ao tomar conhecimento do caso, contatou os setores responsáveis e vem acompanhando os desdobramentos.
Aos estudantes, técnicos e professores envolvidos no acidente, a ADUSC presta solidariedade e se coloca à disposição para o apoio necessário.
Para a diretoria do sindicato, o caso revela a falta de estrutura adequada nos laboratórios da Universidade. Em uma primeira apuração, foi constatado que parte dos equipamentos utilizados nas aulas práticas está danificada, a exemplo de algumas das capelas de exaustão de gases, além da existência de produtos químicos com data de validade vencida.
A situação reflete a realidade vivida pelas Universidades Estaduais da Bahia, que não possuem autonomia administrativa. A compra de novos equipamentos, reformas e até pequenos reparos estruturais não podem ser executados sem a autorização dos órgãos do Governo do Estado, localizados em Salvador. O orçamento permite, o recurso existe, mas as Reitorias não possuem poder de decisão para utilizá-los e solucionar casos como esses.

Não só os laboratórios, mas também as salas de aula e de coordenação por todo o campus enfrentam os mesmos problemas, com rachaduras, aparelhos de ar-condicionado quebrados, retroprojetores com defeito, falta de mobiliário etc.
Em suma, a retirada de autonomia universitária, denunciada incansavelmente pela ADUSC, expõe estudantes, corpo técnico, corpo docente e terceirizados à falta de segurança e ao risco de vida, dia após dia, nas universidades estaduais baianas.
Quanto à professora da disciplina, presente no momento do acidente, a ADUSC denuncia que ela vem atuando sem o adicional de insalubridade, devido a mais um ataque do Governo da Bahia aos direitos docentes.
O sindicato, por meio da Assessoria Jurídica, está prestando apoio à professora e acompanhará todo o processo, prezando pela garantia da presunção de inocência. Da mesma forma, a ADUSC repudia todo e qualquer julgamento prévio, seja nas instâncias internas da UESC ou nas redes sociais.
Por fim, a diretoria da entidade reafirma sua solidariedade às vítimas, seu compromisso com uma universidade pública de qualidade e que seguirá acompanhando o andamento das investigações.